segunda-feira, 9 de março de 2015

Estou descalço,
Neste caminho de rosas.
Uma ilusão de tudo o que pensei ver.
Encontrei-o num simples abrir de olhos.
Cresceu em mim tal vontade de lá chegar,
A minha distância era longa.
De longe uma beleza, uma paixão.
Consegui ver mais de mim!
Foi força escondida, foi vontade de existir.
Eu não corria com as pernas,
Quando dei por mim,
Estava a voar com o meu coração até lá.
Foi tão belo, tão forte.
Cheguei lá, já nu, pronto para dar tudo de mim.
Magoei-me nos primeiros paços.
Seus espinhos escondidos,
Atiram-se a mim, cortaram-me!
Derramaram meu sangue,
Não houve importância em me fazer dor.
Ainda sinto beleza naquele caminho.
Pensei que talvez aqueles espinhos tivessem fim,
Mas o caminho é todo de rosas.
Uma rosa ilude com a sua beleza, com o seu cheiro,
E esconde os espinhos que vivem nelas.
Talvez por medo, não sei.
Estou longe demais neste caminho,
Não sei se estou no meio,
Não consigo ver o seu fim, o meu fim.
Mas continuo entregue a sua beleza,
Fazendo de mim mais um espinho magoado. 

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