Olho para mim dentro dos dias,
Vejo o mesmo, tão pouco de mim.
Tanto de tudo, um caminho frio.
Vejo tanto mesmo, mas tão pouco!
Talvez nada saiba, nada conheça.
Sentir, sim, é muito de mim.
Penso ser feito de coração,
E tão pouco de cabeça.
Encontro-me de mão solta,
De olhos afastados de mim.
Não me digo muito,
Mas sinto tanto que quero dizer.
Sou impossível de ser sentido,
Não me existe compreendido.
Vivo dentro de sonhos quando os tenho,
Quando os sinto, como tudo o que me resta.
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