quarta-feira, 11 de março de 2015

Queimo-me com o fogo,
Com a mente cheia de tudo.
Sou Sol sem força,
Sem brilho certo de mim.
Nunca chego longe!
Cheio de tudo o que não choro,
Cheio de tudo o que não falo.
Acabo assim, controlado.
Tudo o que guardo,
Tudo o que não esqueço,
É tudo o que me queima.
Sou ser apertado por dentro,
Não respiro por minha vontade.
Sinto o que não me livro,
Esqueço-me por castigo.
Sou este fogo apagado.
Palavras não escritas, não conhecidas.
Talvez amanhã seja apenas cinzas,
Atiradas ao mar de lágrimas que guardo.

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