Vivo o que me deixa cego.
É tudo o que sou,
Tudo e muito do que não sinto.
Este rio vazio que me leva,
Assim triste de mim.
Queria tanto uma paixão,
Uma escrita brilhante,
Um olhar muito vivo.
Queria uma leitura fácil da minha volta,
O querer mesmo realmente ser!
Não sei, é só isto que nem sei.
Mais de menos, mais de nada.
Tudo o que nunca fui,
Tudo o que este vento me leva
Que me obriga a ser, a chorar por ser.
Talvez num abrir de olhos,
Eu serei mais, muito mais!
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