domingo, 12 de abril de 2015

Cansei-me!
É muito barulho no silêncio.
Minha mente nega-me descanso.
Num fechar de olho,
Estou onde me sorria,
Onde me esqueço de não estar.
Uma sede fora de mim,
Que me deixa tão, não sei!
Confuso talvez!
Coração que me deixa,
Em todas as noites vazias.
Choro o aperto que sinto,
E a falta dele dentro de um abraço.
Estou fiel de mim,
De não estar em mim!
Gritei à lua que me abandona,
Que me brilha num brilho roubado.
Agora estou aqui assim, mais cansado.
O silêncio responde-me,
Ao seu jeito, de não ter jeito.
Fico assim, dentro de nada,
Apenas cansado de estar tão cansado.

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