quinta-feira, 9 de abril de 2015

Nasci para não ser eu,
Para não saber ser eu.
Nasci e não sei o meu nome.
Tentei contar as fases da lua,
Em busca de sabedoria.
Foi forma errada,
Escolha que me desaparece como pó.
Deixei de sentir estrelas,
Não me significam,
De tudo simplesmente ser.
O Sol dentro de Apolo que me vejo.
Já não brilha, já não vive quente de si.
Amor verdadeiro que me pinta,
Deixa-me frio e não respiro.
Tanta água que bebo,
E mais seco me sinto, e estou.
Não sou o que sou,
E tudo me leva a não ser.
Vento que me troca as voltas,
Deixa-me o esquerdo no direito.
Suspiro um “enfim”,
Quando me calo às palavras.
“Enfim”, sou assim, e não sei ser.

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