Esperei tanto
Por um seco sinal,
Uma virtude alguma,
Enquanto aprendia
E respirava a vida
Naqueles momentos
Que me fiz em vão.
Pensava,
Pela diferença
Do tempo nu.
Via-me,
E soube mais de mim
Sem me aperceber
De nada.
Ninguém,
Mesmo ninguém
Tanto me brilhou!
Veio de mim
Aquelas asas de anjo
Em feitiço belo,
E senti-me Sol
Quando pouco sorri.
Voava até ao limite
E deitei-me no final
Oculto de outros.
Meus começos
Sempre acabados,
Mas era assim
Que nascia e morria.
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