terça-feira, 7 de julho de 2015

Nada já sabia,
Nada me era tão certo,
Além das sobre trevas
A que tanto me julguei
Numa longa existência.
Em sangue corrido,
Vivia lembranças
De tantas mortes antigas.
Renascia sentido a falta,
Pelo sacrifício de me tomar
Algo a que realmente era.
Continuava,
E ainda nada sabia!
Certamente,
Via-me totalmente único.
Não tantos como eu,
Condenados a promessas
Sem valor algum!
Importava-me,
Numa simplicidade
A nada que nunca me viveu.
Maldição de ser eu,
Maldito eu!
Já não diria bom,
Não o ser.

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