quinta-feira, 9 de julho de 2015

Nas asas negras fugia-me.
Não tanto falei mais de amor,
Da má sorte em o sofrer!
Já muito sabia,
Sentia aquela dor,
Dos sabores amargos
Dentro do meu amanhecer!
Tão jovem, tão sabedor.
Amei tanto, em demasiado!
Esqueci-me de ser esquecido,
E com medo pouco vi,
Pouco realmente soube
Que poderia tanto saber!
Respirei silêncio no escuro,
Eis assim, recompensado
Em asas infernais!
Negras de medo,
Uma beleza sobrenatural!
Saídas pelas costas a fora,
Ao meio de facas passadas
Para tudo me fugir.
Não estivesse eu habituado
A este meu interior,
Nem asas já teria!

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