O hoje?
Já é tão tarde!
Dava por mim assim,
Mais desmembrado
Nas tantas lembranças,
Como se fossem ontem!
Levantei-me sobre as últimas,
E ocultei-as em quedas.
Debaixo de uma ponte,
Algures pelo caminho
Mal escolhido,
Sentia-me…
Não sei dizer!
Rodeado em vozes,
Nada quis escutar!
Sacrifiquei-me,
E corri para fingir viver.
Deixei-me no hoje,
Para apenas ser hoje,
Mas muito mais tarde,
Ao que ainda me magoava,
Sem remédio possível.
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