quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Deixo-me ir,
Pelo barco
Que dança,
Que reza
Uma tortura
De se perder.
Navegarei,
Sobre as velas
Em vales negros.
Esquecerei
Uma base,
Um sonho,
Meu nome.
Cansado de maré,
Irei pelo vento
Pouco pisado,
Água calada
Na noite louca,
E deixo-me
Longe de terra.
Sereias?
Nada servirá
A uma vontade
De tentar amar,
Ou de fugir amar.
Caminhos,
Sempre falhados
Em luz de velas.
Nunca aprendo!
Assim,
Será profundo
Como oceano,
Como eu,
Como fim.

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