segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Velho demais
Para ser novo.
Pouca idade,
Nada por além.
Um dia a mais
Que partia.
Depois,
A mesma rotina.
Lá estava ele
A fazer o mesmo!
Outro adeus
Nas sombras,
Outro dia
Que morria.
Estendia a mão,
E pronto!
Gesto leve
Dentro da noite.
Dor adormecida.
Ia o dia,
Ia ele,
Ia tudo!
Este homem,
Vivia o adeus
Como ar respirado.
Movimento doce,
Ninguém o sabia,
Ninguém lhe disse adeus.
Já era tarde.
Mais um adeus
Para o caminho.
Desculpas
Para se ir sofrer,
Calar-se,
E não olhar mais.

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