segunda-feira, 21 de setembro de 2015

“É tarde,
Porque chega tarde,
Apenas distraído!”
Lá está a tentativa
De lógica do contexto
Do que parece,
E do que realmente é.
“Está frio,
Porque é inverno
E fica ele em casa.”
Uma falha vista
Pelos olhos simples.
O outro lado
Pensado ao reflectir,
Desaparece na dificuldade
De se chegar a perceber.
“Está calado,
E nada faz!
Então não ama,
Ou nunca amou!”
Não dorme,
E sofre o escrever
Dentro do silêncio.
“Ninguém o sabe,
Ninguém o sente
E ninguém o vê,
Não se importa!
Ele sorri,
É feliz na facilidade!”
Ele chora e grita
No escuro perdido,
E ninguém sabe,
Ou quer saber.
Então ele vive.
“Olha, ele mudou.”
Lá vai ele,
Já longe e tarde.

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