Vejo-te na caixa calada
Em mil dimensões
Perdidas no teu olhar.
Nunca o vi,
Nunca o conheci.
Foges de uma chave
Escondida pela tua voz
Por medo de ser ouvida,
Compreendida.
Além da tua nudez
Brilha-te uma chama
De Invernos passados,
Onde tu mesma
Não te conheces.
Deixas-te no labirinto
Onde te encontro
Pouco suave de ti,
E fria como chuva.
Pergunto se vives,
Tu não o sabes
Nem me respondes.
Continuas, e eu deixo
Sem mais saber de ti.
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