Não me faças razão
Do teu chorar doce,
Da tua magoa cretina.
Estrago-te a vida,
E tu não o sabes!
Vês os teus sonhos
Nos olhos errados.
Livra-te do meu escuro,
Deixa-me para trás
No tempo que me perdi
Pelo encanto de ser eu.
Vai-te, foge!
O inferno abençoa-me
Este triste nome
Pela alma vazia.
Respira de alivio
Por não me saberes
Em toque, em imagem.
Meu perigoso mundo,
Tu não o compreendes,
Este mundo cala-me!
Sou alma gémea
De uma dor em amor.
Não fiques!
Porque o meu ser,
Vai sair-te amaldiçoado
Dentro do teu sorriso
Já pouco feliz.
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