Sem coração,
Mato-te nos poucos
Segundos da minha vida.
Olho para ti
Sem mesmo te ver,
Lamento-te a deuses
Imaginários do mundo,
E deixo-te ir
Com nada de mim.
Liberto-me de ti
Em restos corridos
Pelos vazios olhos.
O tempo voa a mais,
E já pouco o sei,
Já pouco me importa
Teu nome, teu toque.
Agora,
Deixo-me ir.
O amanhã chega
Para menos de ti
Sem te já conhecer.
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