De mão solta,
Acreditei ver o universo
Naquele leve olhar,
Um mundo de beijo doce.
Olhei o vidro partido
Como folhas perdidas
De um incompleto diário.
Sem desistir da sua sede,
Buscou-me com um olhar
Tão belo cheio de dor
Para apenas persistir
Num apertado abraço.
Agarrou-me a mão
E levou-me a sua sensação
Explicada em saudade.
Já me sorria inconsciente,
Sentida e segura,
Fazendo de mim a sua casa.
Decidida de si, foi-se,
Sem dizer voltar.
Apenas fiquei assim,
Numa espera vazia
De mão solta.
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