Talvez não importa
As vezes que morra,
Eu nunca esquecerei
As noites que chorei
Por uma luz vazia,
Dos teus falsos lábios.
Talvez não importa
A vida que viva,
Sempre irei recordar
Do desejo louco
De ouvir-te falar
As doces mentiras
Saídas do teu verme
Coração de pedra.
Talvez a lua já não exista
Por culpa dos teus
Olhos cegos e vulgares.
O amor irracional
Enterrado nas promessas
Cheios de sorrisos
De nada de nada.
Foi o teu jogo de poker,
A tua aposta de alma
Por um prazer simples
Da tua linda mentira.
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