sábado, 11 de março de 2017

O olhar para não olhar,
O ser estúpido
Por apenas sobrevivência
Do mau gesto, da má vida.
Partir as palavras macias
Por lamento de esquecer
A vida que nem vida é.
As mãos fartas de vazio,
Do todo cansaço frio
Por uma honesta
E triste vontade de amor
Que já não existe.
Só as noites vivem,
Só as noites sabem
O nada que o mundo tem.
Procuramos vida no amor,
E é a morte que nos leva
Vestida de um cupido amador
Cheio de falsas vontades.

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