domingo, 5 de agosto de 2018


Atira-me para o chão!
Força e atira-me
Com todo o gosto
E o tanto prazer!
Não serás o primeiro
Doce amargo que sinto,
Não serás a única faca
Espalhada por as minhas costas
A mais que feias.
Atira-me!
Deixa-me sujo
Dentro de todas as verdades
Comidas pelo fogo
Para fazer de mim
Apenas um nada.
Atira-me,
E deixa-me nu
Ao meio deste chão
Tão quente de nada.
Atira-me,
Porque assim
A vida é apenas vida.

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