Não sou suficiente
Para a forma das tuas mãos,
Nem um pouco suficiente
Para a tua ciência
De descobrir um amor.
Nem pouco sou
Dentro do ritmo bonito
Que me dás em olhos,
Me foge tudo pelas mãos
Que querem tocar
A tua doce cintura.
Não o sou
Nem em tempos de chuva
O desespero da tua voz,
Uma alegria de verão.
Não sou teu real
Nem a música que cantas
Quando tomas banho.
Não sou a tua procura,
Nem um pouco o teu desejo.
Sou eu assim,
Dentro do meu tipo
De simplicidade nua,
Longe da tua saliva
E ainda mais longe
Do teu peito,
Da tua essência de vida.
Sou apenas eu
Tão pouco suficiente de ti.
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