Com a minha mão aberta,
Eu durmo nesta cama
Vazia e cheia de fim,
Não me importo
Com o medo,
Tudo dá-me um sabor
A tão pouco.
Fujo e escondo
Tudo o que me deveria
Apenas de libertar,
A vida e as suas piadas.
Já não compreendo
O meu olhar
As minhas sensações,
Tudo me gira
E já nem olho para a lua.
Tanta vida
E tanto é tão pouco
Para o que me guarda
Cá dentro.
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