Foi o destino negro
Que me cruzou
Pelo pescoço apertado
Em todas as palavras,
Um desespero
De sentir fé em mim
Para ser apenas eu.
Dei as mãos
Ao medo de estar
Sozinho aqui,
Vazio sem água
Para poder beber
Nos momentos
Em que preciso de luz.
Já tudo me cansa
E já nada me acredita,
As folhas estão cheias
De nada de nada.
Farto de todo este costume
Tão seco sem sentir
Frio ou mesmo calor.
Nada me aproxima
E nada me afasta,
Apenas fico pela ponta
De cair no jardim
Cheio de espinhos.
Sem comentários:
Enviar um comentário