sábado, 19 de outubro de 2019


Meu amor,
Limpo as minhas mãos
Tão vazias de ti
E chamo-te sem nada.
Um dia menos
É outro que me passa,
A vida nos seus direitos
De te roubar de mim.
Não sei nada
A não ser o teu nome,
O teu belo e doce nome.
Meu amor,
Salto todo o arame farpado
Que me deixa sem ti.
Quero o mundo,
Aquele que me leva
Sem pedido prévio
Em toda a mágoa.
Tanto nada já me chega
E ainda te vais
Pelo meu mundo,
Meu trauma sem ti.
Meu amor,
Cá te espero em pouco
Que nada já me és
Em tanto que pouco sou.

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