Eu olhei por segundos,
Nada vi, além de tudo ver.
Escutei sons, vozes aliviadas.
Não fiquei tranquilo, nem perto de tal.
Continuei a observar,
Com medo de me aproximar.
Revelei aquelas sensações de momento,
Ainda existiam, todas dentro de tudo aquilo que vejo.
Não me aproximo, não posso!
É tão escuro, tão profundo, tão sem sentido, tudo tão como eu.
Sinto-me a fluir, com arrepios fora do normal.
Não posso chegar mais!
Sinto que é um mundo estranho,
Um sabor que eu mesmo conheço.
Dou por mim paralisado,
Descobri que era um olhar.
Caí no vazio, dentro da minha própria maldição,
Tudo num momento em que olhei no espelho.
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