Fui à minha procura,
É normal faze-lo todos os dias.
Saio de mim, vou até não sei a onde.
Encontro-me dentro de uma imagem,
De uma figura que não é minha.
Procuro-me dentro da noite,
Dentro de todo aquele silêncio.
Continuo a não saber onde estou,
Sinto-me mais ausente.
Consigo ler aquele silêncio,
Vejo a realidade que me trás,
O que me faz apertar por dentro.
Nada disso me liga a mim,
Afasta-me mais do que penso ser.
Agarro-me a todos aqueles sentimentos,
Não compreendo porquê!
Esqueço-me logo da minha importância,
Poucos segundos, e volto a esquecer-me.
Não me sinto presente, nem pertenço a tudo isto.
Torna-se um hábito estar assim,
Aceito-o como um eu.
Talvez um dia eu volte para mim,
Talvez um dia eu saiba quem sou.
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