Abraça-me!
Abraça-me na mentira,
Da falta de prazer,
Que talvez sintas por mim.
Abraça-me, porque eu preciso!
Só porque vivo dentro do teu abraço,
Mesmo falso, mesmo longe de ser meu.
Apenas abraça-me!
Da forma sonhada,
Da forma não existente de mim.
Deixa-me ser teu,
Como sempre fui e sou!
Deixa-me sofrer,
Dentro do teu abraço infernal.
Abraça-me!
Faz de mim mais perdido,
Mais do que já sou.
Abraça-me simplesmente porque sim!
Mesmo que não te signifique,
Mesmo que nada demais seja.
Apenas deixa-me morrer entre o teu abraço,
Entre a mentira de sentir que é meu.
Sabendo que nunca o será.
Abraça-me, sem me tocar, sem me existir.
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