sábado, 14 de março de 2015

Procuro me nas palavras bonitas,
Do conforto delas que não sinto.
Fiz da dor um hábito.
Aprendi formas estranhas de escrever,
E perdi-me dentro do mau costume.
Não me vejo na beleza branca das coisas,
Deixei-me escutar mais fundo, fundo demais!
Descobri as essências escuras do ser.
Senti medo, senti não saber o que sentir.
Fiquei envolvido demais por aquilo tudo!
Perdi o meu nome, a minha imagem.
Penso não me conhecer,
Penso recordar um nome que não é meu.
Agora procuro, procuro as palavras bonitas,
Procuro aprender a escreve-las sem mãos,
Sem hábitos nenhuns, apenas escrever,
Fazendo de tudo mais um momento.

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