domingo, 15 de março de 2015

Conto a história da mesma forma,
Da forma que ainda me faz sentido.
Não abandono o meu pensar,
Nem esta maneira de sentir infernal.
Vivo as mesmas linhas,
Espero sempre por novos parágrafos.
Voltar à primeira letra escrita,
De um nome que me deixa estranho.
Levo-me longe, tento fugir desta folha,
Que ainda tento escrever.
Não escrevo os sonhos que sonho,
Talvez, dentro de barras,
Numa forma a que sejam apenas isso,
Apenas sonhos que sonhei,
Fora do contexto da história.
Continuo a ser escritor,
Porque a minha tristeza faz de mim isso.

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