Abriste a tua porta,
Esqueci-me por segundos do mundo,
Da minha razão de ali estar.
Acabas-te comigo com o teu olhar de miúda.
Olhos pretos, cheios de mistério.
Vestido vermelho que não me deixou indiferente,
Notava-se na perfeição o teu corpo de bailarina.
Tua voz doce, que me enfeitiçou mais para falar.
Falei-te, e cumpri a minha razão de ali estar.
Notei vozes à tua volta,
Vozes que me demonstraram a nossa diferença.
Mundos que nunca se ligaram.
Não foi motivos para acabares comigo,
Deixando-me apaixonado com o teu jeito de menina.
Teus lábios vermelhos vivos,
Levaram-me a sonhar acordado com um toque.
Não sonhei com nada demais, apenas um pequeno toque.
Cabelo preto de uma beleza forte e viva.
Meu ser sem coração, sentiu batida ao admirar-te.
Conheci o teu coração, já com dono,
Onde faz de um “tu e eu” improvável.
Apaixonei-me, por uma mulher de vestido vermelho,
Não sei o seu nome, a sua história.
Apenas um pecado ocupado, fora do meu alcance.
Fruto proibido que me matava para comer.
Foste razão de sobrevivência durante segundos.
Teu pequeno sorriso, ai o teu pequeno sorriso.
Como não me sais da minha mente cheia de pensamentos!
Apaixonei-me por alguém que só irei ver uma vez.
Talvez em outra vida o nosso toque seja diferente e certo,
Talvez conheça mais do teu olhar, do teu mundo novo,
E que dançares para mim me enfeitice mais,
Fazendo de nós duas paixões numa simples dança,
Onde tu irás responder ao mesmo ritmo.
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