terça-feira, 17 de março de 2015

Vivo com cartas rasgadas dentro de mim,
Cartas que não escrevo para enviar,
Cartas que não consigo queimar.
Cartas com palavras fortes, e sentidas,
Com destinos impossíveis de ser alcançados.
Palavras que choro, e que me magoam.
Cartas que são apertos maiores,
Por custar mate-las em mim a cada dia que passa.
Cartas que nunca leio uma segunda vez.
Cartas sofridas todos os dias.
Cartas de hábitos não negados.
Cartas que esconde, e me calam.
Cartas que finjo não existir,
Mas que são tudo o que sinto.

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