Sou alguém fácil de ser livrado.
Sou carta tirada, de um baralho que não se usa.
Uma lágrima que vive cheio de lágrimas não choradas,
Aquela que só se chora uma vez, e nunca é pensada.
Sou aquele que recorda, e que todos se esquecem.
Vivo dentro de uma bolha de sentimentos,
Uma que escondo com um sorriso de cinema.
Sou aquele que se guarda na escuridão,
E ninguém se lembra do seu nome.
Sou o raro que vive com medo de ser o próprio.
Sou o que faz questão de esperar por nada.
O que chama dentro do silêncio,
E que recebe o mesmo dentro dele.
Sou muito, mas muito não vejo.
Sou o que se cala, e que tanto tem para dizer.
Aquele que escreve oceanos,
E ninguém sabe nadar para ler.
Sou um fim de mim mesmo,
Um ponto final de um texto escrito de sangue.
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