Apenas uma hora vivida de mim,
Uma pequena atenção ao que sou.
Danço um ritmo que não acompanho,
Segundos de distância da minha velocidade.
Vejo aquela presença não tão presente,
A espera longa de um silêncio cheio.
Viver aos pés de uma morte certa,
E ter a escolha dura de um fim,
Ainda mais perto do que o próprio fim.
Nada assim tão vivo que a escolha de não estar.
Viver dentro de um caixão de magoa,
E a terra não ser suficiente para tapar.
Vivo das palavras que são facas,
Razões do meu chorar seco.
Arrastado pelo pó que me deixa alérgico,
Mal respiro, não pela mesma razão,
Mas porque apenas não consigo!
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