Toquei numa porta, nada esperava,
Era apenas uma porta desinteressante,
Igual a tantas outras de certa forma.
Esperava simplesmente bater nela e seguir,
Talvez para outra, talvez ir embora.
Toquei, não queria esperar muito,
Então, quase mexi meus pés para a minha ida,
E de repente a porta abriu.
Perdi-me no que vi,
Prendi-me a olhar aquela rosto bonito,
Olhei para ela como se não fosse nenhuma estranha.
Senti o mesmo da parte dela quando a olhei para os seus olhos,
Uma ligação antiga que não sei explicar,
Não conhecia dentro da minha realidade,
Dentro desta vida que não vivo.
Um sorriso que me alimentou o coração rapidamente.
Não existiram palavras.
Ela veio a mim agarrando-me sem hesitação,
Alimentou um abraço vazio que a desejava.
Fez destino da sua boca a minha,
Lembro-me do que senti, a sensação.
Eu queria aquele momento,
Como se estivesse a viver perdido até ao seu encontro.
Continuei dentro daquele momento,
Fugi de um fim que não queria aceitar.
Continuamos nele sem palavras trocadas.
Até que parei, e deixei sair da minha boca,
Uma simples palavra muda.
Lembro-me de existir uma pequena conversa,
E um sorriso lindo que observava,
Lábios com um vermelho vivo que não esqueço,
Ainda estou como se ainda os visse!
Acordei de repente!
Com um simples barulho que odeio.
Era um sonho.
Continuava só, dentro de uma cama vazia,
Com sentimentos apertados no meu peito,
Que me fazia ver ser apenas isso, um sonho óbvio.
Agora não me lembro do seu rosto, do seu corpo.
Acordei sem saber o seu nome.
Apenas ficou aqueles lábios que me beijavam sem duvida,
Um desejo de voltar a sonha-la.
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