sexta-feira, 3 de abril de 2015

Aqui respiro, muito pouco como sempre.
Não sinto o ar a entrar-me pelas narinas.
Aqui estou eu, a ver o Sol a se ir,
E pouco é o tempo que o sinto, ou simplesmente não.
Aqui estou eu, à espera de algo que me faça ir.
Para onde não sei, para qualquer lugar!
Aqui escrevo eu, sempre o mesmo sentir.
O inferno dentro de mim que me queima constantemente,
Mas tão frio estou eu, tão pouco!
Aqui estou perto, de nada, de tudo talvez.
Do único que me vejo a ter, do único que posso ter.
Tão cheio de silêncio que me domina o olhar.
Aqui estou, talvez um dia deixe de estar, não sei.

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