Sou aquele que é raro amar,
Morre quando o faz.
Sou aquele que pouco ou nada diz,
Que vive o momento de o dizer,
E simplesmente não o faz.
Sou aquele que te olha,
Que dança com o teu longo olhar,
Só para conhecer o teu espírito, e vê se estás bem.
Sou aquele que não se conhece,
Não se encontra ao espelho que se olha.
Sou aquele que nunca diz adeus a nada,
E que tudo o faz partir.
Sou aquele que muito sonha,
Que vive qualquer um mais do que uma realidade.
Sou aquele que escreve estas palavras,
E que vê o além das simples que parecem ser.
Sou aquele que muito ou pouco é,
Mas que é raro a quem se mostra.
Sou aquele que nada importa,
E que tudo o faz falta.
Sou aquele de olhar misterioso,
Que poucos conseguem olhar.
Sou este que sou, e que pouco sei o que sou, se nada ser.
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