quarta-feira, 15 de abril de 2015

Chorei-te um pouco.
Foram lágrimas salgadas,
Arderam-me os olhos.
Fechei-os como obrigação.
Lá vieste tu,
Linda como o normal.
Ajudas-te na festa chuvosa.
Dominas-te a minha mente,
Como sempre o habitual.
O teu jeito vermelho,
Que há tempos me apaixonou.
Vejo-te a mexer os lábios.
Belos lábios que tens!
Sinto entre eles,
Um soar doce de palavras,
Que me beijam em vazio.
Um dia deram-me vida,
Só por escuta-las,
Só por querer escuta-las.
Eram como música solar!
Todo este acontecimento,
Num cair de noite.
É mais um dia.
Outro que mais me foste,
E mais longe me ficas,
Sem sentir algum nome meu.
Malditas promessas,
As que me prometi, e prometo.
Vivo-as, e não tenho como vive-las!
Amor verdadeiro,
Que me domina em prisão.
Talvez um dia me leias,
E nada te irá interessar.
Já vivo isso como normal,
Pelo menos faço para que sim.
Tento a sem importância,
Que sempre me importa.
Pois, hoje chorei-te.
Pouco, mas já não fazia há muito.
Doeram-me, mas chorei-as.
Chamei o teu nome,
Das várias formas que me lembro.
Bem, assim é, como tem que ser.
Amo como deuses,
Mas morro por ser isto,
Um simples ser humano,
Que força não tem para amar desta maneira,
De forma sobrenatural.
Um dia espero,
Que meu corpo se queime,
E leve este coração perigoso,
Que brilha em rosa,
Dentro de um corpo escuro.
Que se queime para que ninguém o sinta!
Não quero viver mais vidas sofridas,
Só por ouvi-lo bater!
Seja assim um fim dele,
Porque assim não quero mais.

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