As duas caras do amor,
As duas que ainda aprendo.
Maravilha quando uma vida é dada.
Morte certa, quando se tenta o esquecer.
Deixa-me louco!
Estas formas de amar,
Que me mudam,
Que me leva ao que não sou,
Ao que acredito, e ninguém o é!
Faz me grande em pouco,
Escuro ao branco vazio,
Nada a tudo que me tira.
Uma triste vontade,
De não ter vontade.
O que é este amor?
Vive-me, para não me viver.
Palavra, que não é palavra.
Amar, faz-me escrever.
Não o explico,
Não o sei explicar!
Sinto como ninguém sente.
Como ninguém o aguenta!
Então, tudo parte!
E eu? Cá fico,
E sinto.
Como ninguém o sabe sentir.
Verdadeiramente, talvez.
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