sexta-feira, 17 de abril de 2015

As duas caras do amor,
As duas que ainda aprendo.
Maravilha quando uma vida é dada.
Morte certa, quando se tenta o esquecer.

Deixa-me louco!
Estas formas de amar,
Que me mudam,
Que me leva ao que não sou,
Ao que acredito, e ninguém o é!

Faz me grande em pouco,
Escuro ao branco vazio,
Nada a tudo que me tira.
Uma triste vontade,
De não ter vontade.

O que é este amor?
Vive-me, para não me viver.
Palavra, que não é palavra.

Amar, faz-me escrever.
Não o explico,
Não o sei explicar!

Sinto como ninguém sente.
Como ninguém o aguenta!
Então, tudo parte!
E eu? Cá fico,
E sinto.
Como ninguém o sabe sentir.
Verdadeiramente, talvez.






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