domingo, 19 de abril de 2015

Onde é que estás nestas palavras?
O que são elas agora, para mim, para ti?
Não me soam ao mesmo ritmo de antes,
Quando toco-as com meu coração.

Eu escolhia-te sempre na noite, sabes?
Mesmo quando tudo o que me trazias era nada,
Além de lágrimas que não sei chorar agora.

Onde estou eu, enquanto voas até ti?
Olha para mim!
Vês asas? O que vês?

Se o silêncio abandona-me,
O que irei ter mais do que nada?
Talvez uma histórias em que simplesmente,
Me fui, sem nunca ter aqui estado.

A noite vem, e olho para Lua.
Ainda fala em silêncio.
Ainda escuta sem querer saber.
Abraça-me com a luz que me rouba,
Onde me deixa sem mesmo nada.

Não sei...
Talvez seja do dia,
Da noite que irá-me chegar.
Amanhã, talvez acorde,
Para o dia em que me fui.






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