Em algum lado,
Dentro do meu sentido.
Parei não sei a onde,
Em mim,
Algo semelhante a mim.
Escrevia o teu nome,
Com letras grandes,
Numa parede simples.
Sentia que era esquecida,
Sentia que a sonhava.
Então levei o teu nome até lá,
Para te deixar ir.
Recebeu-te sem hesitação.
Quando me virei,
Para fugir,
Para sair dali,
Com toda pressa,
Sem olhar-te uma última vez.
Começou tudo a ficar agitado.
A parede crescia rapidamente,
E com ela se multiplicava o teu nome.
Rodeava-me sem piedade,
Deixando-me sem saída.
Fiquei-me, sentado.
Tentei tapar os meus olhos,
Com os meus joelhos.
Provoquei o meu fim,
Deixando-me assim.
O teu nome dominou aquela parede,
Com tanta força,
Que até se partia aos poucos,
Ao mesmo tempo que te deixava ir.
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