quinta-feira, 30 de abril de 2015

Em olhos fechados,
Vejo muito mais.
Nem digo nada!
Um domínio,
Que não me domina.
O meu olhar,
Sem limite algum,
Que me cala.
Acaba tudo quando volto,
E olho mesmo para ver nada.
Vejo-me longe,
Em tão perto.
Conquisto as palavras.
Todas me largam!
Fecho os meus olhos,
Numa outra vez,
Para ver,
Para conseguir mesmo ver!
Imagino muito,
Até demais!
E pouco é o ser que acredita,
Em tal coisa imaginada,
Que me sai em simples.
Então, volto assim.
Calo-me, e mundo surge,
Numa volta que me compreende,
Através das palavras que me doem.
Fecho os meus olhos,
Sem piedade alguma!
Vejo o que quero ver,
Vejo o que devo mesmo de ver,
O que vale mesmo a pena ver!

Sem comentários:

Enviar um comentário