sexta-feira, 1 de maio de 2015

Já pouco escrevo,
Sobre amor.
Vivo sobras dele.
Assim escrevo,
O que me deixa,
Em apenas amostras.
Nada me deixa ir!
Escrevo a incerteza,
Que matem-me,
E faz-me disto.
Não sei bem o quê!
Leva-me a procurar,
E tantas palavras são,
Oceanos dentro de mim!
Nada me esclarece,
Nem lá perto!
Fim de mim,
Em todos os começos.
Para viver,
Pelo menos tentar o fazer,
Com pequenos sabores,
Azedo em todas as tentativas,
Que falho sem hesitar.
E assim fico,
Dentro desta longa onda,
De um ficar,
Para tudo ir.
Ai de mim,
Se não o aguentasse,
Simplesmente.
Estes pequenos amores,
Que me são tão raros,
Mas tanto!

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