sábado, 25 de abril de 2015

Em tanto lado,
Lá está ele,
Em véu preto,
Escondido de tanto,
Para nada.
Silêncio tão branco!
Olha tanto,
E desespera para olhar!
Mais uma vez é branco.
Nada de realidade,
Nada que seja verdadeiro.
Apenas ele,
Mais ele,
Em véu preto,
Que o esconde mais.
Grita ele bem alto,
Diz não querer viver
Para sempre.
“SEMPRE”,
O soar de uma palavra,
Com tanta dor,
Tanta memória.
Desta vez,
Ele sorri por o seu sentido,
Sai-lhe naturalmente,
Por saber,
Que nada o é.
Até lá,
Fica ele assim.
Em véu preto,
Cada vez mais preto ainda!
Ficando apenas mais branco.

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