quinta-feira, 23 de abril de 2015

Nasce,
E ama quem te deixa.
Quem te suspira palavras,
Durante a noite que te mata.
Ama quem te inventa,
Quem faz de ti experiência,
Dentro de todas as tentativas.
Certezas,
Não são para ter certeza.
Não nos pertencem.
Confuso é todo aquele
Que ainda pensa.
Amar,
É assim um caminho torto,
Onde se caminha dentro do vermelho,
Onde nos fecham os olhos para o preto.
Agarra quem te deixa,
Quem te manda para o fogo frio,
E não te recolhe.
Deixa-te,
A ti, a pouco de ti,
Que nunca serás por amar.
Ama,
E ama quem te deixa,
E morre assim.
Por amar da forma que amas.




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