Um coração,
Matem o ser vivo,
Mas também o mata.
Com razão, sem razão.
Simples gestos,
Sem simples gestos.
Mata por sentir,
Por não sentir quem não sente.
As palavras, as lágrimas,
Tudo dentro do pouco,
Para muito ser, e matar.
A Lua mata um coração,
Sem palavras, sem razão!
Mata, porque tem de matar.
A Lua não dá amor,
Retira-o a quem o tem,
Faz dele luz própria.
Um coração também bate
Dentro de uma morte.
Onde se vive, para não viver.
Um talento que não é nosso.
Somos apenas um plágio,
De tudo o que se sente.
Tiramos dele as palavras,
Que surgem,
Na sintonia de um batimento,
E escrevemos apenas com medo.
Por não saber, por talvez saber.
Ele fala-nos,
Mas certeza nunca a tem!
Um coração não tem fim,
Ele mesmo já é o próprio fim.
Quando ama verdadeiramente?
Pronto, já morreu!
História contada para esquecer.
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