Hoje olhei para o céu,
Durante a noite.
Não o fazia há muito tempo,
Por medo.
Já não o conhecia,
Como tanto.
Não me lembrava,
De detalhes,
Da sua beleza,
Que me angustia.
Recordei o porquê,
De não fazer.
E quis deixar de o fazer rapidamente.
Quando olhei,
E vi pontos de lágrimas,
Que me caiam para cima.
Estrelas sentidas, e mortas.
Lembrei-me da altura,
Em que me viviam.
Eu falava com elas,
E elas falavam comigo.
Ainda o fizeram,
Com gritos, com choros.
Um velho sermão.
Olhavam para mim,
E viam-me frio,
Dentro de um ignorar,
De não saber já muito,
De tentar não querer saber!
Simples barreiras.
Mudei o meu olhar,
Para outro lado, outra direcção.
Desesperado com aquele sentir louco,
Fugia.
Até que vi a lua.
Sorria-me.
Violou-me ao ponto,
De tirar-me das barreiras.
E chorei!
Na minha mente,
Surgiu um olhar,
E muito mais em tempestades.
Prendia tudo em garrafas,
Em cartas rasgadas.
Escondia!
Porque sim,
Porque tinha de o fazer!
Voltei logo para dentro.
Não olhei para nada.
E ainda vi aquele olhar, tudo!
Prometi deixar para breve,
Ou para nunca.
Arrependi-me.
Uma voz veio até mim,
E perguntou-me porquê.
Respondi sem querer saber,
Da onde vinha,
Sem hesitar.
“Porque não consigo!”
Sem comentários:
Enviar um comentário