Lá estás tu a sorrir,
E olho-te a faze-lo.
Tão simples de ti,
Mas tão fatal!
Vivo-te pouco,
Vivo-te muito,
Como canção,
Como orquestra dentro de mim,
Que me foge em lua cheia.
Acabas comigo,
Num toque que não me existe!
Talvez mais um erro de colecção,
Sem trocas partidas e desejadas.
Ainda te olho a sorrir,
E o vento ajuda-te com o cabelo.
Ajuda-te com a beleza que tens,
E que tu mesma não acreditas.
Como as palavras surgem,
Tristes e contentes de nada ser.
Um gesto que me deixa cego,
Por nada mais me conhecer.
Espero-te num sinal de alerta,
Num simples gesto na noite,
Em que o silêncio é me tudo.
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