terça-feira, 7 de abril de 2015

Olha-me a mar que me leva,
Ao fundo me desce.
Não fui barco navegante,
Apenas nevoeiro vazio.

Fui feito de areia nua,
Formada em lágrima vazia.
Apenas palavra calada,
Que me deixa sem nada.

Nada brilha em água que é Sol,
Simplesmente nada!
Cortei-me em pedaços cardíacos,
Sem dó de música silenciosa.

Não vi alma largada.
Olhava vazio ao escuro,
E perdia-me facilmente,
Mergulhado em sangue preto.

Lá fui eu mais uma vez,
Condenado a uma felicidade,
Que me mata assim, “feliz”.
Levou-me assim a um tal fim.

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