Escrevia para ti,
Dentro dos sorrisos,
A que me fugias.
Não sabia do tempo,
Ao pouco que te olhava.
Não fazia sentido,
O porquê em tantas perguntas.
Surgia-me cartas escritas,
E fugia de escrever.
Era tudo sempre assim.
Escrito simplesmente,
Para ti, aos poucos de ti,
Para mim, às faltas de mim.
Os lábios em falhas,
A tanto que diria.
Ainda é pequeno,
Este tempo que passa.
Anos que levo como segundos.
Agora, ainda será para ti?
Doce espelho,
Que me reflecte a fins.
A tanto que penso não ser,
A tanto que ignoro ser!
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