sábado, 16 de maio de 2015

Não me venham,
Com pequenas histórias!
Nem todos os mares,
De terras velhas,
São de sereias!
Desenvolvo tanto,
Nas grandes faltas,
As grandes necessidades.
Tudo tão possível,
Em pequenos sonhos!
Paixões que me fogem,
Ao pouco cantar,
Que pouco me chega.
Não me afecta,
Não me chama,
Não me basta!
E nada é o que tenho.
Voam-me,
Em direcções erradas,
Sempre em falhas.
Recolhe-me,
Ao medo de nada ser,
De nada sentir e chegar.
Nunca chega directamente,
Ao pouco de coração,
De tanta dimensão.
Tentar, sim, na maioria.
Já nada me vem simples,
Como ar que se respira.
Já nada acontece,
Assim tão forte de o ser!
A paixão não me chega,
Ao que chego para ela.
Torna-me raro,
Ao tanto que preciso,
Ao tanto que poderia sentir.
Mas não consigo.

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